sexta-feira, 10 de junho de 2016

ENFIM VOCÊ SE FOI...



Quantas voltas deu o mundo
Pra saber que um futuro
Bem melhor me aguardava.
Tanto tempo lhe querendo,
Me arrastando e sofrendo,
Sem sentir um só momento
Do prazer que desejava.
Mas hoje, em pouco tempo,
Alguém me tocou por dentro
E num olhar me fez gozar.
Me lembrei das suas mãos
E do seu membro sem função
Que nunca mais irei chupar.


(VRS)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

FIRMES PASSOS



Há no mundo muitas chances de vencer
Não precisas desejar o que não tens
O que é meu não estou apta a perder
O que é teu, se vacilares terei também.
Não guerreies com a arma do fracasso
Minha força ninguém pode abalar
O que tenho conquistei com firmes passos
Estes passos que irão te esmagar...


(Vanessa Rodrigues)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

GUERREIRA



Cansada demais pra lutar,
Cansada das guerras, das lutas.
É hora de me atacar
Aproveitem seus filhos das putas...



domingo, 11 de dezembro de 2011

NATAL...



Que há afinal de tão belo num dia comum
Onde morrem pessoas adultas, crianças e idosos?
A vida continua sofrida para qualquer um
Apenas a mesa mais farta para meros simplórios.

As horas ainda passam arrastadas para quem vai ficar
E correm apressadas nas malas que precisam partir
O sol continua o instrumento de cancerizar
A pele cansada daquele que não tem pra onde ir.

As chuvas inundam os sonhos da casa ideal
A seca extingue o jardim no solo sem vida
O vento desnuda a paisagem excepcional  
Da Terra que vive encoberta de sangue e mentira.

Os dias serão sempre os mesmo a comemorar
Onde um sempre morre para outro sobreviver
Assim nascerão os herdeiros que irão nos lembrar
Nas cruzes fincadas no solo em que vamos morrer...

Vanessa Rodrigues. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

MESQUINHO QUERER




Não há felicidade capaz de iludir
Um coração vazio, descrente de paixão
O amor é como o orgasmo: segundos a sorrir
Vencido pela força da intensa solidão.


Deixar que tuas mãos tocassem o meu corpo
Assim como minha a alma, feriu meu coração.
Ter sido tua amante causou-me um estranho gosto
Azedo de mentiras e amargo de ilusão.


(Vanessa Rodrigues)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

INCRÉDULO




Minha palavra é tudo que sou eu
E nada tenho neste instante pra dizer
Desconfiar que este amor não é só teu
Só mostrará que nada em ti posso colher.

Se eu pudesse imaginar tua fortuna
Não perderia o meu tempo a te encontrar
Para deitar em tua cama e ser mais uma
Das mil mulheres que jamais vais confiar....

(Vanessa Rodrigues)

domingo, 11 de setembro de 2011

GRITOS IMPUROS



Sob os pés desta desdita está teu corpo
Aguardando que a terra o consuma.
Quantos palmos me separam do teu rosto,
Quanto tempo levará pra que eu descubra?

Já não sinto os meus dedos mutilados
Já não sei de quem é o sangue em minhas unhas
O perfume do teu corpo está mudado
Não recordo destas pálpebras tão fundas.

Tua pele está tão pálida e fria
Teus cabelos desprendendo em minhas mãos
Como é triste não sentir qualquer batida
No lugar que te pulsava um coração.

Inda sinto a maciez da tua boca
Inda posso encaixar-me em tuas curvas
Pra arrancar-te um abraço quanta força
Aceitar que esta vez será a última.

Eu não posso devolver-te para terra
Não foi esta e sim meus braços tua morada
Que minha morte me condene a dor eterna
Teu amor que era o dono da minha alma...

Vanessa Rodrigues

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MENTIRAS



Como posso lhe dizer que não senti naquela noite,
Se gritei como uma louca sob o peso do seu corpo?
Instiguei o seu desejo, caprichando em minha pose,
Mas menti em cada close que lhe mostrou um novo gozo.


Como posso confessar que não consigo ser tão ágil,
Se há anos eu confirmo que senti todo o prazer?
E agora revelar que nosso amor tornou-se frágil,
Porque me envolvi no hábito de ter medo de dizer...

(Vanessa Rodrigues)

DESEJOS INCONTROLÁVEIS



Quando meu corpo sente o seu chegar,
Quando seu ventre vem se aconchegar no meu,
Meus pelos se arrepiam entre os seus,
Seus gestos se confundem com os meus.


Quando a enlaço entre minhas coxas,
Quando minhas mãos percorrem suas curvas,
Toda sua alma se insinua,
Toda minha essência clama pela sua.


Quando meu ventre sente a sua força,
Quando minha boca fica louca por você,
Seus seios se arrepiam de prazer,
Meus gritos não mais sabem se conter...

(Vanessa Rodrigues)

INTACTA



Não toques os meus seios com teus seios,
Nem provoques minha boca com tua boca.
Afasta tua carne dos meus pelos,
Desfaze essa face de afoita.


Menina, não provoques minha essência
Que posso devorar tua castidade.
Não queiras me vencer por eloqüência,
Não tenho vocação pra santidade...

(Vanessa Rodrigues)

segunda-feira, 21 de março de 2011

PASSARELA



Ela desfila em meu coração
Pisando forte, garantindo que marcou
Em passos rasos, quando fala em solidão,
E mais profundos se deseja meu amor.

Ela hesita quando pisa em minha cama,
Oscilando entre o corpo e o coração,
Desejando penetrar quem tanto ama,
Receosa de mostrar-se um furacão.

Ela pisa submissa em minha vida,
Mas tão logo se transforma em fortaleza,
Dominando os caminhos da minha ida,
Usurpando do meu peito a realeza...

Vanessa Rodrigues.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

VADIA



Ela não mais me engana
De tão leviana não soube fingir
Quis se fazer de cigana
A todos engana
Exceto a mim.
Sua inocência é charme
Ela é bola na rede
Querendo passar
Antes que ela me ache
A jogo na trave
Não vai penetrar.
Ela é a musa do dia
Da tarde, da noite, de toda manhã.
Ela se faz poesia
Tira minha alegria
Ferida malsã.
Ela é mais que perfeita
Escorre na veia sua perfeição
Ela me tece na teia
Me faz prisioneira em seu coração...


(Vanessa Rodrigues)

ESCORREGADIA



Você veio cheia de gás,
Querendo mais, se auto firmando,
Fez um escarcéu na minha vida
Deixou-me perdida
Debaixo dos panos.
Não pode ter sido engano
Você me queria, eu bem que sentia
O seu olhar me fitando,
Sua boca salivando
Em plena luz do dia.
Você falou dos meus seios,
Da minha barriga,
Da nossa nudez.
Disse que não tinha medo,
Ter-me em segredo
Era estupidez.
Agora fica inibida
Com minha investida
E foge de mim.
Faz-se de desentendida,
Mas inocente ou bandida
Eu a vou possuir...


(Vanessa Rodrigues)

sábado, 1 de janeiro de 2011

MINHAS LÁGRIMAS



Dos meus olhos caem as desilusões,
Dores que reinaram em uma vida,
Ríspidas e insignes sensações,
Que deixaram-me tão vazia e perdida.
Dos meus olhos caem as gotas de saudade,
Daquilo que amei e me perdi,
Da alma que deixei na castidade,
Do corpo que tanto prostituí.
Dos meus olhos caem as fúrias de um passado,
Que vivi sem nem saber o que fazer,
Dos momentos que deixei por serem ingratos,
Dos abraços que não soube compreender...


Vanessa Rodrigues.

sábado, 4 de dezembro de 2010

69 E ASSIM VOCÊ SURGIU...



Nesta noite em que invadiste minha alma
E fizeste do meu corpo teu refúgio,
Me senti a predadora mais devassa,
Pendurada no teu membro grosso e duro.


Sob o peso dos teus dedos me rasgando
E a leveza da tua língua a me roçar,
Ao mirar-me nos teus olhos fui gozando,
Te gemendo a todo tempo sem parar.


Na pressão da minha língua enlouquecias,
No teu corpo eu me sentia arrepiar,
Implorando sentir mais a tua língua
Na saliva que de ti fiz derramar...


Vanessa Rodrigues.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

COITO ALTERNATIVO



Gosto quando ele me sente
De uma forma nem tão conveniente
E me faz submissa aos seus gestos machistas
Que de forma precisa devora-me as vísceras.


Gosto quando ele devasso me desmonta incauto
Ofegando-se, louco, tremulo e exausto
Despertando-me berros e gemidos impuros
Com os olhos vendados e o corpo sem rumo.


Gosto quando ele nu, me desnuda em prazer
Desvendando-me, certo de me ser importante
E se entrega em êxtase contemplando-me amante.


Gosto quando ele se impõe, e eu devo ceder
Entregando-me louca e suada para sentir delirante
Para vive-lo constante os infindos instantes...

Vanessa Rodrigues.

INDITOSA



Por trás desse rosto de anjo
Se esconde um ente profano
Que julga-se sobre-humano
Ao ver-se superior.
Por trás desses olhos azuis
Vive uma saga bandida
De alguém que viveu na surdina
Desdita e sem amor...

Vanessa Rodrigues.

REVELAÇÕES



Eu amo alguém que não vem me encontrar
Nem deixa o preço dos meus beijos sobre a cama
Não mata a cede do meu corpo que inflama
Na ânsia louca de sentir-se penetrar.


Eu amo um homem que não sente nos meus beijos
Os apelos de quem quer ser invadida
Os anseios envolvidos de saliva
Que a cada prisma se desvenda em segredos.


Eu amo certa de querê-lo eternamente
Não mais cliente dos meus sonhos de princesa
Nem tão demente de sabê-lo em realeza.


Eu amo presa aos preceitos que me vencem
De fazer-me transparente na soberba
E revive-lo em momentos de tristezas...

Vanessa Rodrigues.

SE EU SOUBESSE QUEM SOU



Ah, se eu soubesse quem sou...
Seria o fim desse eterno complô
Entre o mundo que me moldou
E aquele que quer brotar de mim.
Ah, se eu pudesse optar
Se a escolha fosse certa
Não mais sofreria com essa incerta opção
Em que me encontro presa.
Jorraria de mim a vadiagem
Sem pudores e libertinagem
Apenas a liberdade
Que nunca possuí...

Vanessa Rodrigues.

EU E MEU EU




Por tantos anos eu amei sozinha
Sentindo a minha pele
Acariciando meus seios
Pulsando em meus dedos
Que desvendei os meus segredos
Tornando-me parceira da minha excitação.
Por tantos anos vivi nessa prisão
Que não gozo senão na minha mão
E não gosto de amar em vão
A não ser que sua intenção
Seja dar-se na pretensão
De livrar-me da prisão
Para jorrar em outra mão que não a minha...

Vanessa Rodrigues.

MEU EU



Dentro de mim
Vive uma loba faminta
Feroz e lasciva
Desejosa de emergir
E dominar meus instintos passivos
Que por anos foram contidos
Por meu medo de sentir.


Dentro de mim
Há uma fera cativa
Que adormece reprimida
Pelos temores meus
De torná-la presente
E ver-me dependente
Desse ser impertinente
Que habita no meu Eu.

Vanessa Rodrigues.

LOUCURA II



Quero sentir o toque suave da escuridão
Na noite que enlaça a imensidão
Desses mistérios seus.
Quero viver no vão profundo
Do seu peito obscuro,
Que bate saudade e maldição.
Quero morrer na correnteza incontida
De sua verdade invertida
De viver uma vida que é minha,
Na esperança de vê-la tolhida
Por sua maldade excessiva,
De feitos envoltos de malícia
De um ser que não vive na vida,
Para viver na surdina
Da sombra esquecida
Que vive perdida,
Louca e lasciva,
Dentro de mim...

Vanessa Rodrigues.

ALUCINADOS



Meu corpo atende ao chamado,
De outro corpo alienado,
Em seus preceitos jorrados,
Na cara desse ser animado,
Contente de ser covardemente
Penetrado,
Com seus trejeitos
De mostro desordenado,
Sedento e incendiado
De desejo de ser saciado
Por meu corpo agora derrotado,
Por seu elemento ouriçado
Pronto para ter derramado
O sêmen dentro de mim.
Que agora brado molhada,
Puta e enlameada
De gozo e suor.
Com estaca na carne
E dedo no ventre
Gemendo contente
Galopando loucamente
Seu pênis
Pulsando no ventre
Chupando teu sêmen...


Vanessa Rodrigues.

PERFEIÇÃO



Ela tinha nos lábios um desejo incontrolável de saber
Sobre as mãos uma pele suave, suada, gotejante de prazer
Ela tinha ao seu lado outro corpo de tão raro alvorecer
E nas lembranças o mesmo instante que acabara de nascer.


Ela sentia outros seios nos seus seios e seus anseios saciados
Um outro corpo no seu corpo o mesmo corpo quase um sopro arrepiado
Aquele jogo a seduzia e lhe fazia enlouquecer
A mesma pele feminina essa igualdade de poder.


As suas curvas desnudas excediam a perfeição
Sua língua percorria um labirinto de infinita sensação
Era tanta afinidade, cumplicidade, necessidade de aprender
Que foram ao céu e ao inferno ao mesmo tempo extasiadas de prazer...


Vanessa Rodrigues.

sábado, 4 de setembro de 2010

QUE QUERES DE MIM?


O que fazes nua em minha cama?
Queres enlouquecer-me com teu corpo de sereia,
Acaso não percebes que inteira sou profana
Ou és tão leviana que a mim te assemelhas?
O que tem tua língua que desliza entre minhas coxas
E me rouba o mel com tamanha voracidade?
Sinto-me engolida por tua boca
E essa pressa louca me enche de vontade...

Vanessa Rodrigues.

PARAÍSO


Cada curva do teu corpo é um paraíso
Intenso e preciso, moldado por mim.
Cada toque em tua pele, um arrepio,
Desejos contidos que anseiam emergir.


Dentre as coxas escondes um segredo
Que pulsa em meus dedos e me aquece a alma.
Minha língua desperta teus gemidos
Agora unidos ao cheiro que exalas...


No ventre carregas outros segredos:
Sabores e saberes que vou desvendar.
Teus seios saciam meus anseios,
Desejos sedentos de te devorar...

Vanessa Rodrigues.

INTACTA



Não toques os meus seios com teus seios,
Nem provoques minha boca com tua boca.
Afasta tua carne dos meus pelos,
Desfaze essa face de afoita.
Menina, não provoques minha essência
Que posso devorar tua castidade.
Não queiras me vencer por eloquência,
Não tenho vocação pra santidade...

Vanessa Rodrigues.

PROFANA


Eu me jogo em cada braço que se estende em minha frente,
Não rejeito carinho, tão pouco atenção.
Possuindo mil amores, de todos fui carente,
Ninguém se dá integralmente a quem ama em porção.
Eu parcelo meus momentos para serem digeridos,
Pois os vivo intensamente em cada ato, a todo instante,
Sufocando no meu peito os sofrimentos desmedidos,
Os pesando e comparando, qual me foi mais importante.
Eu me parto em mil mulheres, mas a todos satisfaço
E me fecho em segredos, esses que não se desvendam.
Eu me viro do avesso, mas não durmo sem afago
E me enlaço em cada laço, cobiçando sentimentos...

Vanessa Rodrigues.

CRIS


Acha que me basta, menina crisálida,
Que vou ficar intacta, como se fosse casta,
A espera de tua chegada?
Ah, essa chegada impávida.
Ah, menina safada,
Acaso não sabes que sou
Afoita, ávida, devassa...
Menina! Cuidado comigo! Que te deixo desfraldada,
Descabelada, desarrumada, descompensada.
Te abro como um leque,
Te deixo inerte com febre,
Te esquento como uma lareira,
Te como inteira,
Te prendo como teia.
Ah, minha, menina minha,
Cristalina alma,
Crisografada em meu peito,
Crisólita preciosa,
Cristal,
Crisol,
Cris,
Ah, Cris!!!

Vanessa Rodrigues.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

PUTREFAÇÃO



Sangue do meu sangue,
Carne da minha carne,
Carne que em outros mares
Insiste em navegar.
Sangue que não mais corre em minhas veias
Sangue que seca-me, inválida,
Carne que putrefica-me a alma,
Sangue frio,
Carne fraca...


Vanessa Rodrigues

ORGULHO


Numa soberba paixão,
Ele ditou-se divino,
Enrijeceu seu sorriso
E fecundou-se ilusão.
Numa estrada sombria,
Ele vagou sem amor,
Julgando-se superior
Num reino de fantasia...

Vanessa Rodrigues

COISA ALGUMA


As horas não passam,
Arrastam-se nos meus passos
Tão cansados,
Marcados pelos amores traçados
Nos açoites somados,
Aos odores jorrados
Dos presentes retalhos
Em que os anseios transformaram com desdém.
Agora carrego acanhado
A bagagem de um triste passado
Que viveu sempre em mim acordado,
Revivendo o meu sofrido legado
Que, por mais que o tenha rejeitado,
Vive pulsando nos calos
Que ganhei, por ter sido escravo
Desse mundo onde não fui ninguém...
Vanessa Rodrigues

segunda-feira, 22 de junho de 2009

UNÍVOCOS


Não vivo nos intervalos precisos
De seus ciúmes obsessivos
Nos gestos nocivos
Ora depressivos
Outrora convulsivos
De instantes imprecisos
A viverem desmedidos
Em um mundo ofensivo
De comandos e desditos
Tiranias de malditos.
Não curvo-me aos mandos e desmandos
Desses mansos e covardes
Concretos e miragens
Desgraçados e divindades
Homem e santidade
Bicho e majestade
Tudo na mesma pastagem...


Vanessa Rodrigues

QUE MAL HÁ?


Que mal há em querê-la assim,
Como se fosse para mim o que há nela?
Que mal tem gozá-la no fim,
Se escorre em mim a seiva que é dela?
Que crime condena sabê-la inteira,
Se não basta vê-la e não a sentir?
Que prisão me convém se gosto de tê-la,
Ardente e certeira dentro de mim?
Que raio de vida seria querê-la,
E não concebê-la no meu coração?
Que é liberdade se não ter na veia,
A nossa parcela de desilusão???


Vanessa Rodrigues.

DELÍRIOS


Na varanda do seu quarto
Existia um intervalo
Entre o mundo que eu sonhava
E o que não possuía.
Nos lençóis da sua cama
Eu vivi o seu legado
Sobre meu corpo suado
E as suas fantasias.

Vanessa Rodrigues

DESREGRADA


Eu não vou viver contida
Nesse orgulho de vadia
Que brota de suas medidas
Acometidas de excessos
Expostos em versos baratos
De um poeta palhaço
Vestido num terno barato
Que toma vinho e destilado
E chama de uísque importado
Aquele que é rotulado de nacional.
Eu não vou viver a vida
Como se fosse cretina
A saudade da saliva
Que jorra na minha virilha
Após ter sentido sua língua
Lamber incontida cada gota lasciva
De minha seiva escorrida
Do ventre que agora trepida
E arde com tua selvagem investida
De lamber minha parede vaginal.



Vanessa Rodrigues

domingo, 19 de abril de 2009

METAMORFOSE


Há dias em que sou divina
Correta e precisa, mulher de atitude,
Outros, apenas indecisa
Antro de discórdia, sem atitude,
Pois ora sou serpente, ora sou minhoca, ora sou estrume...


Vanessa Rodrigues

FETICHE


FETICHE

Se eu pudesse ser livre
Não seria fetiche esse desejo meu
De ser tua e ser teu

Mulher e homem, Hera e Zeus...


(Vanessa Rodrigues de Sousa)

sábado, 4 de abril de 2009

SEGREDOS - George Arribas


SEGREDOS

Até tentei esconder o teu poema
Te esconder no peito e tive medo
De te guardar pra sempre em meu segredo
Tudo é sem cor - o teu amor não mais me acena

Até tentei fugir de teu poema
Fazer do adeus um riso louco de partida
Fingir a dor - fingindo a minha própria vida
Que não queria essa tristeza que se encena

Até tentei resistir ao teu poema
Te escondendo nos meus becos e saídas
Pra te guardar no olhar das despedidas
Em meu segredo, meu amor e meu dilema

Até tentei desfazer o teu poema...

(George Arribas)

..........................................................................
Quando conheci George Arribas frequentávamos a mesma Rede Social, eu uma poetisa tímida que lentamente ia me soltando no mundo virtual, ele um poeta completo, experiente, sensível, inteligente, de versos fortes decididos e divisíveis, foi após a aprovação do George que perdi o medo e comecei a expor meus humildes e despretensiosos versos, não só dentro da Rede como em todas as outras Redes que passei a frequentar, também em blogs e qualquer outro espaço...
O George para mim não é apenas um dos maiores poetas que conheço, ele é um grande amigo e sua amizade foi fundamental para minha poesia. Falar do George é como escrever um poema, os sentimentos, dominam e são comandados pela inspiração. Não preciso conhecê-lo pessoalmente para saber o homem que ele é, sua sensibilidade, inteligência, delicadeza, bravura, seu lado humano e correto está exposto em cada um dos seus versos. Assim é o George Arribas um poeta feito de poesia.

E para mim é um grande e sempre especial amigo!!!


Vanessa Rodrigues de Sousa...

quinta-feira, 26 de março de 2009

ESCURIDÃO


ESCURIDÃOOlhos de mar.
Até onde irá navegar sem visão?
Quantas coisas passarão batidas em sua vida,
Quantas imagens se perderão
Na imensidão da sua imperfeição.
Qual escuridão vai lhe assombrar,
A desconhecida ou a esquecida?
Qual ferida irá causar a dor,
A de não viver ou de não ver o amor
Chegar, ficar, passar...
Quantas lágrimas escorrerão do seu rosto,
Quantos prantos serão derramados,
Tantos desejos findados
No seu inacabado viver.
Não queira fugir
Nem tente escapar,
Veja o anoitecer
Deixe-se envolver pela escuridão.
Não lute em vão
Nem chore a dor da perda.
Guarde em seu coração a imagem mais linda,
Pois as lembranças nunca lhe serão arrancadas...


(Vanessa Rodrigues de Sousa)

segunda-feira, 23 de março de 2009

DEVASSA


DEVASSA

Quero-te molhada, suada, safada.
Quero tua risada desavergonhada
E tua cara de menina devassa,
De mulher assanhada,
Doidinha por mim.
Quero meus seios tocando teus seios,
Teus desejos saciados,
Teus olhos virados,
Teu corpo emprenhado do meu amor.
Quero tua pele despida pelada,
Mordida em cada instante de prazer,
Quero-te sem pudor,
Entrelaçada em minhas coxas,
Com tua boca na minha boca,
Doida pra me comer.
Quero morder tua língua,
Chupar tua saliva,
Com minha língua promíscua,
Profana, sedutora.
Quero ser tua inteira e toda,
Penetrada com teu toque suave,
Com teus olhos de maldade,
Com teu cheiro de mulher.
Quero-te do jeito que vier,
Desde que permaneças,
Na minha cama na minha vida,
Na minha alma no meu coração...


(Vanessa Rodrigues de Sousa)