domingo, 19 de abril de 2009

METAMORFOSE


Há dias em que sou divina
Correta e precisa, mulher de atitude,
Outros, apenas indecisa
Antro de discórdia, sem atitude,
Pois ora sou serpente, ora sou minhoca, ora sou estrume...


Vanessa Rodrigues

FETICHE


FETICHE

Se eu pudesse ser livre
Não seria fetiche esse desejo meu
De ser tua e ser teu

Mulher e homem, Hera e Zeus...


(Vanessa Rodrigues de Sousa)

sábado, 4 de abril de 2009

SEGREDOS - George Arribas


SEGREDOS

Até tentei esconder o teu poema
Te esconder no peito e tive medo
De te guardar pra sempre em meu segredo
Tudo é sem cor - o teu amor não mais me acena

Até tentei fugir de teu poema
Fazer do adeus um riso louco de partida
Fingir a dor - fingindo a minha própria vida
Que não queria essa tristeza que se encena

Até tentei resistir ao teu poema
Te escondendo nos meus becos e saídas
Pra te guardar no olhar das despedidas
Em meu segredo, meu amor e meu dilema

Até tentei desfazer o teu poema...

(George Arribas)

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Quando conheci George Arribas frequentávamos a mesma Rede Social, eu uma poetisa tímida que lentamente ia me soltando no mundo virtual, ele um poeta completo, experiente, sensível, inteligente, de versos fortes decididos e divisíveis, foi após a aprovação do George que perdi o medo e comecei a expor meus humildes e despretensiosos versos, não só dentro da Rede como em todas as outras Redes que passei a frequentar, também em blogs e qualquer outro espaço...
O George para mim não é apenas um dos maiores poetas que conheço, ele é um grande amigo e sua amizade foi fundamental para minha poesia. Falar do George é como escrever um poema, os sentimentos, dominam e são comandados pela inspiração. Não preciso conhecê-lo pessoalmente para saber o homem que ele é, sua sensibilidade, inteligência, delicadeza, bravura, seu lado humano e correto está exposto em cada um dos seus versos. Assim é o George Arribas um poeta feito de poesia.

E para mim é um grande e sempre especial amigo!!!


Vanessa Rodrigues de Sousa...

quinta-feira, 26 de março de 2009

ESCURIDÃO


ESCURIDÃOOlhos de mar.
Até onde irá navegar sem visão?
Quantas coisas passarão batidas em sua vida,
Quantas imagens se perderão
Na imensidão da sua imperfeição.
Qual escuridão vai lhe assombrar,
A desconhecida ou a esquecida?
Qual ferida irá causar a dor,
A de não viver ou de não ver o amor
Chegar, ficar, passar...
Quantas lágrimas escorrerão do seu rosto,
Quantos prantos serão derramados,
Tantos desejos findados
No seu inacabado viver.
Não queira fugir
Nem tente escapar,
Veja o anoitecer
Deixe-se envolver pela escuridão.
Não lute em vão
Nem chore a dor da perda.
Guarde em seu coração a imagem mais linda,
Pois as lembranças nunca lhe serão arrancadas...


(Vanessa Rodrigues de Sousa)

segunda-feira, 23 de março de 2009

DEVASSA


DEVASSA

Quero-te molhada, suada, safada.
Quero tua risada desavergonhada
E tua cara de menina devassa,
De mulher assanhada,
Doidinha por mim.
Quero meus seios tocando teus seios,
Teus desejos saciados,
Teus olhos virados,
Teu corpo emprenhado do meu amor.
Quero tua pele despida pelada,
Mordida em cada instante de prazer,
Quero-te sem pudor,
Entrelaçada em minhas coxas,
Com tua boca na minha boca,
Doida pra me comer.
Quero morder tua língua,
Chupar tua saliva,
Com minha língua promíscua,
Profana, sedutora.
Quero ser tua inteira e toda,
Penetrada com teu toque suave,
Com teus olhos de maldade,
Com teu cheiro de mulher.
Quero-te do jeito que vier,
Desde que permaneças,
Na minha cama na minha vida,
Na minha alma no meu coração...


(Vanessa Rodrigues de Sousa)